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O Risco

   O risco associado ao consumo de cannabis está dependente de vários fatores, entre eles, os constituintes, a dose, o modo de administração, a experiência do consumidor e susceptibilidade, o estado de humor e o ambiente social em que é usado (Hall, W. et al, 2009).

   A exposição a cannabis está associada a alterações cognitivas, nomeadamente a memória, interrompendo a codificação de informação e a memória a curto prazo. A medida em que estas alterações persistem após a exposição continua a ser alvo de debate. O mais frequente efeito negativo da utilização é a adição. Cerca de 9% daqueles que são expostos tornar-se-ão dependentes e estes números passam para 16% quando o consumo se inicia na fase da adolescência.

 

Referências:

  • Hall, W., & Degenhardt, L. (2009). Adverse health effects of non-medical cannabis use. The Lancet, 374(9698), 1383-1391.

  • Moir, D., Rickert, W. S., Levasseur, G., Larose, Y., Maertens, R., White, P., & Desjardins, S. (2007). A comparison of mainstream and sidestream marijuana and tobacco cigarette smoke produced under two machine smoking conditions. Chemical research in toxicology, 21(2), 494-502.

  • Volkow, N. D., Hampson, A. J., & Baler, R. D. (2017). Don't Worry, Be Happy: Endocannabinoids and Cannabis at the Intersection of Stress and Reward. Annual Review of Pharmacology and Toxicology, 57, 285-308.

[4]- http://stopogm.net/content/revelado-aumento-dramatico-no-uso (consultado a 24/04/2017)

[5]- https://www.tumblr.com/search/fumar%20erva (consultado a 24/04/2017)

Figura 4: Pirrólise durante o ato de fumar.[5]

Também já foram encontradas diminuições na conexão neuronal dos indivíduos que usam cannabis, principalmente os que iniciam o uso na adolescência (Volkow, N. D. et al, 2017). (Ver Efeitos Adversos)

Nem todos os químicos encontrados na cannabis são formados naturalmente, por exemplo, quando a planta é queimada para se fumar, centenas de químicos são produzidos, tais como monóxido de carbono, cianeto e benzopireno (Moir, D. et al, 2007).

Figura 3: Utilização de pesticidas no cultivo.[4]

   Adicionalmente, pesticidas que possam ter sidos usados durante o cultivo da planta, também vão estar presentes no fumo e serão inalados (Moir, D. et al, 2007).

   Para além disso, já que se trata de um produto natural, pode albergar bactérias e fungos, alguns dos quais podem ser perigosos se inalados. Isto é particularmente importante no caso dos imunocomprometidos, muitos dos quais consideram o seu uso para contrariar alguns sintomas da doença ou associados ao tratamento (Moir, D. et al, 2007).

  Os autores deste trabalho, Ana Catarina da Silva Pacheco, nº 201306376, Gonçalo António Pereira Reis, nº 201306457, e Patrícia da Conceição Vilas-Boas Alves, nº 201306311, estudantes do MICF da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaram ter atuado com absoluta integridade na elaboração desta monografia.

  Nesse sentido, confirmamos que NÃO incorremos em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaramos que todas as frases que retiramos de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.

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